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Maine Coon sem Pedigree, não é Maine Coon! PDF Imprimir
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Escrito por Administrator   
16-Jun-2008

Muita gente não sabe, mas na Holanda, alguns criadores de Maine Coon vendem seus gatinhos sem pedigree, apenas uma cópia do Pedigree dos pais (para provar a autenticidade da raça). Os gatos sem pedigree original custam bem mais barato e a qualidade alegam ser a mesma, pois os compradores ganham uma cópia do pedigree dos pais dos filhotes que adquirem.

Aqui no Brasil também, mas por questões éticas, morais e culturais diferenciadas entre estes dois países, acontece justamente o contrário: o criador sem reputação (mais conhecido como fabricante de animais), para conseguir vender sem documentação necessária, justifica seus preços abaixo da média a venda gatos sem o Pedigree, justamente para se ausentar de custos e eventuais problemas ao comprador. Já o criador oficial, normalmente registrado nos clubes, até porque está mais comprometido com qualidade, preservação e desenvolvimento da raça que cria, prefere entregar seus purebreds com o documento de pedigree original para não ser colocado à prova de falsificações.

Não verificamos quanto custa um Pedigree na europa, mas aqui no Brasil, este documento custa apenas R$ 10,00 ou 15,00 nos clubes e não barateia nem encarece o valor final de um gato de raça. Para não ter sua integridade, seu trabalho e nem seus gatos originais confundidos com genéricos (mestiços ou vira-latas), o criador comprometido com qualidade e desenvolvimento até prefere tirar o documento autêntico de R$ 15,00, mesmo porque já está filiado a um clube, ao invés de economizar um valor irrisório gastando apenas R$ 0,80 centavos com uma xérox que pode colocar toda a veracidade de um trabalho artesanal à margem de dúvidas ou adulterações por oportunistas de plantão.

Assim como Maine Coon sem Pedigree não é Maine Coon, porque automaticamente perde a prova de sua legitmidade, a xérox de um Pedigree não é o Pedigree Original emitido pelo clube felino, mas simplesmente uma cópia sem a mesma autenticidade.

Normalmente quem vende gatos com xérox de Pedigree, sabe que está tentando ocultar problemas, contando com a ajuda do alto índice de ilegibilidade das xérocópias ou com a a ajuda das adulterações com fotomontagem para tentar tirar vantagem comercial, transformando vira-latas em gatos de raça para serem vendidos às pessoas mais leigas para esta realidade. Práticas bastante comuns do chamado "jeitinho brasileiro" de sobreviver no meio e ganhar algum dinheiro, quando na verdade, trata-se da venda de gatos que não possuem qualquer valor comercial aqui no Brasil pela possibilidade de adulteração dos dados ou mistura de cruzamentos desqualificados entre raças, possíveis na ausência do documento original.

Afinal, não deveriam os criadores brasileiros trabalhar nos moldes das gatofilias de primeiro mundo?

Sim, este é o objetivo, mas por enquanto, ainda estamos elucidando para uma nova realidade, pois nem tudo é possível pelas diferenças sociais e econômicas, presentes em uma gatofilia que está caminhando lentamente para ser desenvolvida, como é o caso da nossa gatofilia brasileira.

Sobre a autenticidade relacionada ao gato Maine Coon, não deve haver dúvidas quanto a sua pureza ou procedência, nem mesmo quanto às suas reais características no que se refer ao padrão. Não existe o conceito de raça se não há Pedigree, nem mesmo por meio de uma xérox (que não significa ser o documento original), onde supostamente apenas representaria sua existência, já que tudo pode ser adulterável, inclusive o acasalamento que gerou o gato em questão.

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busy
Atualizado em ( 03-Sep-2008 )
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