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HD - Hip Dysplasia (Displasia de Quadril) ou displasia coxofemoral se caracteriza por um desenvolvimento anormal do acetábulo e da cabeça fêmur. Ou seja, a articulação entre a bacia e os membros traseiros fica prejudicada já que não há um encaixe satisfatório entre a bacia e o fêmur. Existe uma freqüência maior de ocorrência dessa doença em raças grandes. Em cães, alguns exemplos como Pastor Alemão, São Bernardo, Bullmastif, Rottweiler; mas nada impede que ocorra em cães de raça média e pequena e nos gatos há relatos de displasia mais freqüentemente em siameses, Maine Coons e demais raças de porte grande. | | Radio-x de um gato com Quadril normal | Raio-x de um gato com HD |
Ela pode acometer os dois membros traseiros ou apenas um. Embora o tamanho seja um fator que influência na ocorrência da displasia, o sexo nada tem a ver. Podendo machos e fêmeas serem comprometidos. É importante salientar que a displasia tem caráter genético. Por isso, se seu animal foi diagnosticado como displásico, sugerimos que ele se submete a uma esterilização ou que você se certifique que ele não cruze. Além do aspecto genético, há o aspecto nutricional e o ambiente em que o animal vive que influenciam bastante no desenvolvimento de displasia. O animal nasce sadio e durante o crescimento aparecem os sinais de displasia que geralmente aparecem a depois dos 5 meses e as vezes só tardiamente aos 5 anos de idade, e variam de acordo com a gravidade do problema são eles: Mancar, principalmente após esforço físico Sensibilidade Dolorosa Dificuldade em se locomover Andar imperfeito, cambaleante, dos membros posteriores Algumas fonte citam ainda a "corrida de coelho" onde o animal junta os mebros anteriores e posteriores ao correr, a partir dos 5 meses como indício de displasia
De acordo também com o grau de severidade da doença, o tratamento varia desde apenas o controle da dor causada pela doença até complexas intervenções cirúrgicas inclusive com substituição total da articulação por uma prótese. Há algumas medidas que podem ser auxiliares no aparecimento da displasia Evite a obesidade pois o sobrepeso força as articulações Evite esforços físicos extremos que forcem demasiadamente o animal ou precoces Evite piso liso. O ideal é um piso crespo como o de cimento varrido que dá mais apoio ao animal Natação moderada a partir dos 3 meses pode auxiliar no fortalecimento das articulações Andar na areia molhada (Não na fofa) da praia de forma moderada também pode auxiliar no fortalecimento das articulações
Lembre-se que mesmo um felino aparentemente sadio que corre, pula, salta sem demonstrar sinal de sensibilidade dolorosa pode ter algum grau de displasia. O diagnóstico só pode ser confirmado com auxílio de raio X. A radiografia só se torna forma de diagnóstico definitiva após ossificação completa do esqueleto. No entanto, alguns veterinários utiliza, raio-x em filhotes como meio de constatar o retardo do início da ossificação da cabeça do fêmur como indício de um provável animal displásico e fazer o acompanhamento desde cedo. Essa ossificação varia de acordo com a idade. Em cães pastores alemães, exemplo de raça mais afetada por displasia, essa ossificação já pode ser visualizada por volta dos 15 dias de vida. Mesmo que o raio-x apenas sugira uma leve tendência a displasia o animal não deve jamais ter descendentes. Lembrem-se, o controle da displasia está nas mãos dos criadores que devem erradicar ancestrais portadores de suas linhas de reprodução. |